CONVERSANDO COM ADERSON SOARES FILHO

O nosso “Conversando com Graça” é com o médico endocrinologista, dos bons, Manoel Aderson Soares Filho, nascido em Teresina, filho do também endocrinologista Manoel Aderson e Berenice Castelo Branco Soares. Ex-aluno do Colégio Diocesano, Aderson Filho estudou Medicina na FMJ, Ceará, da turma de 2008. Fez Residências em Clínica Geral pela UFPI e Endocrinologia no Hospital Agamenon Magalhães pela UPE, em Recife-PE.

Já está há cinco anos clinicando como Endocrinologista, e é um estudioso da área.

Atualmente é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM-PI e sócio Fundador do Capítulo Brasileiro do American Association of  Clinical Endocrinologists – AACE.

Tem 36 anos e é casado com a cearense Déborah David Pires Soares e pai  de Arthur e Lucas David.

Vamos conhecê-lo mais? 

Qual a melhor definição para Aderson Filho? 

Um homem realizado. Acredito que essa seja a melhor definição. Porque sou muito feliz com minha família e sou completamente realizado com minha profissão.

 Quais os motivos que o levam a viver bem diariamente?

A certeza de que estou no caminho certo.

Acredita que para viver bem tem que ter inspiração nessa vida?  

Não tenho duvidas. No dia a dia, minhas maiores inspirações são as “mulheres da minha vida”, minha mãe e minha esposa. E no trabalho é, sem dúvidas, meu pai. Tento segui-los, e está dando certo.

Você tem dois filhos pré adolescentes. Nesse mundo tão louco que vivemos hoje, é fácil educar?

Extremamente difícil! Aprendi com minha mãe que o “NÃO” que a gente da hoje, é o “SIM” do futuro. É muito difícil dizer “Não” para um filho, mas a gente tem que pensar que ele será o maior beneficiado no futuro. Eu tenho  muita sorte de ter dois meninos educados, estudiosos e inteligentes.

A escolha pela medicina, em especial pela endocrinologia, foi estimulado pelo seu pai, dr. Aderson?

Sim, mas eu tinha muito medo da comparação. Depois, entendi que nós somos pessoas muito diferentes, com entendimentos diferentes de mundo. Hoje, ele continua sendo minha inspiração como Endocrinologista, mas os pacientes entendem a gente como dois profissionais bem diferentes.

Como você avalia a sua especialidade no Piauí? 

Nós somos poucos Endocrinologistas no Estado. A especialidade está crescendo, muito pela necessidade da população, em manter alimentação e estilo de vida mais saudáveis. Como somos poucos, abre espaço para pessoas com má intenção, que atrapalham nosso trabalho.

Sabemos que a endocrinologia é uma especialidade médica que estuda as glândulas endócrinas e os hormônios por elas produzido. Além disso, estuda as alterações metabólicas e distúrbios decorrentes da deficiência ou excesso hormonal. O que mais seus clientes buscam?

Meus pacientes buscam melhor qualidade de vida. Mas os distúrbios hormonais são diversos. As principais patologias no meu consultório são Diabetes Mellitus e Hipotireoidismo.

Quem mais buscam suas consultas, homens ou mulheres?

Mulheres, sem a menor sombra de dúvida. As mulheres estão bem à frente dos homens no quesito PREVENÇÃO!

Porque tanta gente hoje tem disfunções na tireoide?

Acredito que pela facilidade em realizarmos exames, tanto bioquímicos, quanto ultrassonográficos, percebeu-se mais essas patologias na nossa população. Como em alguns casos não existem sintomas ou os sintomas são inespecíficos, os pacientes não procuravam ajuda. Claro que tudo piora pelos maus hábitos de vida, como obesidade, má alimentação, tabagismo, etilismo.

Como tem sido ser vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM-PI? Muitos desafios? Quantos associados? O que tem sido feito no Piauí para melhorar a qualidade da classe?

 

Tem sido extremamente prazeroso. Sou um entusiasta da classe e sempre quis participar dessa Sociedade. Ao lado do Presidente Dr.Andre Gonçalves, temos um desafio que é o fortalecimento da especialidade no Estado. E faremos isso com INFORMAÇÃO, orientando o papel do Endocrinologista e alertando sobre as más práticas na área. Temos hoje 34 associados.

Em Maio de 2018, realizamos o primeiro EndoPIAUÍ e trouxemos os maiores nomes da Endocrinologia Brasileira. Foi espetacular, tanto de audiência, quanto de qualidade no conteúdo da programação. O maior desafio é manter a qualidade do congresso.

E as polêmicas na Endocrinologia? São muitas?

Muitas polêmicas! Dieta do HCG, Testosterona na Mulher, uso de T3 para o tratamento de hipotireoidismo, as falsas promessas de cura do Diabetes Mellitus… São diversas! Mas cabe a nós Endocrinologistas, com INFORMAÇÃO, tirar todas as dúvidas da população.

Observa-se que você trabalha muito, é muito dedicado a  Clínica CENDOMED, onde atende diariamente. E a família e o lazer, como ficam? Tem muitos hobbies?

Meu hobbie é viajar! Viajo muito. A última viagem que fizemos foi para Buenos Aires. Fomos em família e foi muito revigorante. Tivemos o acompanhamento de um Receptivo de turismo (@ondasbuenas) que transformou nossa viagem.

Tem acontecido tantos acidentes “humanos” e “naturais” em nosso país, tudo tão triste. Como o brasileiro, o médico e o pai Aderson tem visto tudo isso?

Com preocupação, como todos, acredito. Acho que tudo passe pela educação e, enquanto nossos governantes não focarem suas políticas fortemente na educação, ainda passaremos por muitos percalços.

Que mensagem deixa para os nossos leitores?

Que pratiquemos SAÚDE. Prevenção em primeiro lugar.

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